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Tempo, tempo, tempo

  • Foto do escritor: Eduarda Santos
    Eduarda Santos
  • 3 de abr. de 2023
  • 2 min de leitura

Atualizado: 30 de set. de 2023


Aqui estou eu, pronta para minha comemoração. Dois meses se passaram desde o meu aniversário e a sensação ou ideia de celebração já não estava mais presente. Foram muitas coisas pra chegar aqui, dentre elas, o tempo e o assunto mais falado por mim no final do ano passado: meu karaokê de aniversário.


Essa é a minha versão para o Duda fez vinte no dia 31/03. Uma coisa que aprendi é que o tempo nos refaz, nos transforma, mas que ele também passa e não adianta tentar controlá-lo. Quer um spoiller? Nunca vamos tê-lo o bastante.


Uma viagem no dia 24 marcou o desandar dos planos - mas também a abertura para tantos outros. Quando voltei do Chile, me deparei com um realidade bem diferente da que estava acostumada. Minha rotina se acelerou como a muito tempo não acontecia e me perdi entre meus próprios horários e compromissos. Me perdi quando abri mão do tempo comigo mesma, de fazer as coisa que gostava e claro, do tempo com as pessoas que amava. A tentativa falha de adiantar as coisas era exaustiva, um limbo entre viver o passado e o futuro, nunca o momento atual.


Nesse turbilhão me apareceram anjos que me mostraram que não se pode ganhar tempo, assim como eu vinha desenfreadamente tentando. Se empenharam em me tirar de casa e me trazer de volta para a Duda que ri, comemora, vive o momento sem se preocupar com o que tem pra fazer.

A Duda que conversa, escuta, presta atenção ao tempo que passa.

Aquela garota que respira, admira o balançar das árvores e sente o vento no rosto.

A filha que participa das noites de filme.

A irmã que conversa todas a noites e compartilha seu dia.

A amiga que está presente e se importa em se fazer presente.

A mulher que acima de tudo, está ali para ela mesma.

Aquela que tanto falou a importância do karaokê e que acreditava que ainda merecia ser vivido.


20 voltas ao redor do sol, 60 dias para uma comemoração, 1000 volta sa o redor de mim mesma.

tempo, tempo, tempo.

Agora só tenho uma oração: "quando o tempo for propício"


Ah, essa correria gostosa é fruto de tudo que trabalhei e busquei. É um prazer estar nessa loucura. O que não pode é sucumbir a ela, né? Que a loucura também seja aproveitada e sempre equilibrada!




 
 
 

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