Manutenção
- Eduarda Santos
- 27 de jan. de 2024
- 2 min de leitura
Ter amigos é uma verdadeira delícia. Desses de verdade, que genuinamente estão presentes rompendo as barreiras físicas. Com o passar dos anos, nutrimos relacionamentos que perpassam a distância da louca rotina que a vida adulta traz.
Nos últimos dias, percebi que apesar de amar conhecer pessoas, sou alguém que ama igualmente manter amizades. Meu ciclo, apesar de ter crescido, segue com o amor pelas mesmas 4 pessoas de 10 anos atrás.

Algumas dessas amizades são de baixíssima manutenção. E não me leve a mal, isso não diminui em nada a importância que elas possuem. São aquelas que não exigem uma conversa diária. São tão fortes que não é o tempo que vai afastar ou causar ruptura. Possuem um sentimento genuíno que se mostra na alegria de ver a outra pessoa feliz, vivendo seus sonhos e vez ou outra marcar um rolê que atenda todas as agendas sem se chatear com a demora, porque quando vocês estão juntos, o mundo congela naquele instante.
Outras, apesar de fortes, pedem uma atenção mais direcionada. Tem mais a ver com as pessoas envolvidas. As formas de sentir o amor pede mais presença. Nesses casos, a manutenção vem do contato, mas também do entendimento de que nem sempre haverá disponibilidade. E claro, não existe cobranças. Tudo é genuíno.
Existem aqueles ciclos que foram vividos, quem sabe até em com tamanha intensidade, mas a própria vida se encarregou de encerrar. Sem Mágoas, apenas um fim. Isso não o impede de ficar feliz pelo outro.
Há também aqueles que só existem porque você se esforça demasiadamente para segurar, ou até mesmo para se encaixar - aqui cabe se encolher ou até mesmo esticar. Assumir que não existe mais um relacionamento é fundamental, porque independente da manutenção dada, se não for leve e feliz, não é para você.



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