Ainda lembro de vocês.
- Eduarda Santos
- 3 de abr. de 2023
- 1 min de leitura
Atualizado: 30 de set. de 2023
Mais uma manhã se findava e, como de costume, os jovens se preparavam para voltar para suas casas após as aulas, quando decidiram andar e colocar a conversa em dia.
Cantando, rindo e brincando, como pessoas comuns que espalhavam alegria pelas ruas, o grupo foi parado. Algo chamou a atenção dos policiais, mas o algo não era comum a todos. Uma das jovens foi liberada sem explicação, enquanto seus amigos foram forçados a levantarem as mãos.
Ela os deixou sem querer, foi obrigada, não tinha mais o que fazer. Seus questionamentos aumentaram enquanto seguia para casa, não podia compreender a razão de ter seguido em frente e o porque do sentimento de angústia e impotência. Quis chamar alguém para ajudar, mas quem? A polícia?
No outro dia encontrou seus amigos na escola. As marcas do encontro no dia anterior estavam gravadas em seus corpos e mentes, e a justificativa, essa estava na cor das suas peles e no enrolar dos seus cabelos.




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