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Despedidas, encontros, fantasmas (Desabafos)

  • Foto do escritor: Eduarda Santos
    Eduarda Santos
  • 1 de out. de 2023
  • 1 min de leitura

Um dia escrevi um poema que foi meu maior orgulho.

À medida que escrevia, me permitia te deixar partir.

Foi o meu jeito de dizer adeus.

Deveria culpar meu celular por quebrar e me fazer perdê-lo, mas talvez fosse o caminho para não revivê-lo, ou reviver a gente.


Lembro de ter iniciado com Natiruts embalando mais uma noite deitados na grama. A terra parecia parar de girar para que o tempo congelasse ali. Romântico, não? Lembrar do passado contigo requer coragem.



Você sempre teve carta branca para ir e voltar quando quisesse, nos acostumamos aos desencontros, romantizamos as diferenças. Esse texto agora escrevo em papel, é oficialmente tua partida.


Sinto meu rosto molhar com a lágrima que escorre.

Fecho meus olhos e respiro.

O alívio me invade.


Você partiu, e no canto dessa sala afirmo que acabou, boa sorte.

Eu te amei, e você? Você me possibilitou uma das melhores histórias que já escrevi. era amor materializado, mas quem pode materializar um sentimento tão livre e intenso assim?


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